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A IA não confere o código por você

Já tenho um bom tempo como programador e uso IA no desenvolvimento. E não nego que ela me ajuda bastante, mas ainda preciso corrigir código, rever decisões e investigar problemas nas soluções que gera.
Às vezes, aceito sugestões que parecem fazer sentido e só depois, quando testo, percebo que não foi a melhor alternativa e recomeço.
A experiência me ajuda a questionar o código. Mesmo assim, preciso estudar, consultar documentação e voltar atrás em algumas escolhas.
Por isso, me preocupa ver alguém testar botões de uma aplicação, conferir se os dados foram salvos e concluir que já pode vender o melhor SaaS do universo.
Uma falha de permissão pode expor informações de clientes sem mostrar nenhum erro na tela. E a pessoa que se acha o novo guru tecnológico da parada não faz ideia disso nem de como contornar esse problema.
Quando você coloca um produto em operação, junto com a possibilidade de ganhar dinheiro vem a responsabilidade pelos dados e pelo trabalho de quem usa.
Dá para começar com pouco conhecimento. Mas é preciso reservar tempo para aprender programação, entender como os dados são tratados e testar situações em que as coisas dão errado. Quando não souber avaliar uma decisão, procure uma revisão técnica.
E coloque pessoas que nunca usaram seu sistema para testá-lo. Elas seguem caminhos que você não imaginou e encontram problemas que passaram despercebidos nos seus testes.
Continuo aprendendo e corrigindo meus próprios erros, inclusive os que cometo ao confiar demais em uma resposta do Claude ou do GPT.
Essas ferramentas encurtam bastante o caminho entre a ideia e a aplicação. Conferir o que foi construído continua fazendo parte do meu trabalho.